Espólio de Pessoa em vias de ser classificado como Tesouro Nacional
quarta-feira, abril 22, 2009
O espólio de Fernando Pessoa encontra-se já em fase de classificação, tendo a Biblioteca Nacional (BN) considerado que se trata de material com valor de "Tesouro Nacional".
Essa conclusão foi publicada em Diário da República, dia 17 de Abril, decorrendo agora o prazo de 20 dias úteis para que todos os interessados se pronunciem. Após essa data, recordou Jorge Couto, director da BN, «será elaborado o projecto de documento - classificação como bem nacional ou como tesouro nacional - que o Ministério da Cultura [MC] submeterá a Conselho de Ministros, seguindo-se a promulgação do Presidente da República».
A BN tem em sua posse «mais de 27 mil documentos», incluindo um lote que foi a leilão em 2008 e sobre o qual o MC exerceu direito de preferência, com um apoio da REN de cerca de 150 mil euros. «Na posse de particulares há cerca de uma centena de documentos e os herdeiros têm alguns milhares de folhas», adiantou Jorge Couto. Após a classificação nenhum desse material poderá ser exportado, só saindo do país (para exposições, por exemplo) com autorização da BN.
Ministério da Cultura exerce poder de compra, mercê ajuda de mecenato, sobre espólio de Fernando Pessoa. Espólio já se encontra na Biblioteca Nacional
quinta-feira, dezembro 11, 2008
"Os 14 lotes do espólio de Fernando Pessoa, de um conjunto recentemente leiloado, já se encontram na Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), depois de o Ministério da Cultura ter exercido o seu direito de preferência.
A compra, no valor de maisde 158 mil e 538 euros, foi feita graças ao contributo mecenático da REN - Rede Eléctrica Nacional.
Numa conferência de Imprensa, ontem realizada na BNP, o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, especificou que os documentos adquiridos "foram aqueles que, de acordo com indicações de peritos da própria BNP, foram classificados como relevantes".
Os lotes em causa faziam parte de um conjunto de 39 que, a pedido da família do poeta, foram a leilão em Lisboa, no passado dia 13 de Novembro. O leilão, logo objecto de acesa polémica, acabou por se realizar. Segundo o ministro da Cultura foi a própria família do poeta que manifestou interesse em que o Estado assegurasse o direito de preferência. Pinto Ribeiro adiantou que, por razões de segurança e cautela, «entendeu-se por bem que se deveria classificar todo o património do poeta com interesse bibliográfico».
O ministro admitiu que, entre os lotes entretanto retirados do leilão, «há alguns com documentos classificados ou em vias de classificação».
Depois de a BNP ter indicado quais os documentos que deveriam ser adquiridos, o processo foi concretizado estando agora sob os seus cuidados. Irá inventariar, tratar e digitalizar os documentos em causa, disponibilizando-os depois ao acesso público através da sua página na Internet.
O ministro recordou que a BNP «tem guardado o espólio de muitos dos grandes autores portugueses. Ainda recentemente as famílias de José Cardoso Pires e de Jorge de Sena doaram todo o espólio destes autores para que aqui ficasse depositado ».
Agora, no caso da aquisição de documentos de Fernando Pessoa, que deste modo vão engrossar o acervo já existente, desde 1969, na BNP, há a destacar, segundo Jorge Couto, director da instituição, um valioso conjunto de manuscritos entre os quais os constantes no Lote 39, que dizem respeito a um célebre caso que na época encheu páginas de jornais, referentes ao mágico Aleister Crowley . O dossier, com mais de 300 folhas, é muito diversificado e inclui textos de Pessoa para a redacção da novela inacabada com projecto de título "The Mouth of Hell" e tradução do próprio de "The last spell" (O último sortilégio), e textos sobre o suposto suicídio de Aleister Crowley na Boca do Inferno (Cascais).
Biblioteca Nacional de Portugal entrega conjunto de publicações impressas à Biblioteca Nacional de Angola
quarta-feira, dezembro 10, 2008
A Biblioteca Nacional de Portugalentrega dia 11 de Dezembro, em Luanda, um conjunto de publicações impressas, entre jornais diários do Governo português, de 1778 a 1986, e livros, à Biblioteca Nacional de Angola (BNA), no âmbito de um protocolo de colaboração das duas instituições assinado em 2006.
Durante a cerimónia a empresa ESCOM vai entregar à BNA um leitor de microfilmes avaliado em cinquenta mil dólares. Este equipamento vai permitir a consulta de um conjunto de jornais microfilmados no âmbito do projecto "Memórias de Angola", que visa a recuperação, por parte da BNA, mediante cópias digitais e microfilmes, dos documentos relativos a Angola, existente na instituição. Foram, ao longo de 2007, microfilmados os jornais ABC, Angola Norte, a Civilização da África Portuguesa, Comércio de Angola, Comércio de Benguela, a Província de Angola e Última Hora.
Registo obrigatório de sites alemães na Biblioteca Nacional da Alemanha originou polémica.
quinta-feira, dezembro 04, 2008
Uma lei do estado alemão de 2006 dá à Biblioteca Nacional da Alemanha a capacidade legal de requisição formal das obras dos seus cidadãos, cabendo-lhes a eles próprios o depósito dos materiais nos arquivos da Biblioteca Nacional. Não cumprir a requisição acarreta multas até 10 mil euros. Caso não seja atendida, a biblioteca está autorizada a conseguir os trabalhos através de outros meios, e qualquer custo envolvido nesse processo será pago pelo utilizador, para além da multa.
Neste âmbito uma das lógicas seria arquivar em formato digital todo o tipo de sites (forúns, blogues, websites, etc.) em língua alemã ou administrados/editados por alemães. Muitos blogueiros alemães não concordam com o plano de arquivar em formato digital os seus blogues na Biblioteca Nacional. Correu recentemente na blogosfera alemã a proposta de converterem os seus blogues para o formato PDF, o que levaria os servidores da Biblioteca Nacional ao colapso.
Esta atitude dos blogueiros alemães impeliu a instituição a corrigir as regras. A Biblioteca Nacional veio expressar que o lhe interessa, no momento, são blogues de pessoas da vida pública alemã e não todos os blogues, e que as multas são possíveis apenas como última medida.
Europeana: Biblioteca digital europeia será inaugurada dia 20 de Novembro e disponibilizará mais de dois milhões de documentos
terça-feira, novembro 18, 2008
Com mais de dois milhões de documentos disponíveis, a Europeana - Biblioteca Digital Europeia será lançada quinta-feira, 20 de Novembro, confirmou Viviane Reding, Comissária Europeia da Sociedade da Informação e Media. Disponível em 21 idiomas, o site europeana.eu vai disponibilizar mais de dois milhões de documentos digitalizados para o seu lançamento. Somente a França irá contribuir com 52 por cento de obras disponíveis. «É uma colaboração sem precedentes entre as várias centenas de instituições culturais da União Europeia. A meta é atingir, ou ultrapassar são 10 milhões de objectos culturais até 2010», disse a mesma responsável.
No entanto, apenas 1 por cento do conteúdo das bibliotecas nacionais na Europa está digitalizado. Esta percentagem deverá aumentar para 4 por cento até 2012.
«Europeana» irá permitir o acesso a obras da literatura francesa (manuscritos de Zola, Balzac), a reprodução digital de um Rembrandt auto autenticado pelo Rjiksmuseum em Amesterdão, mapas presentes nas bibliotecas eslovacas ou partituras musicais húngaras. Allberga documentos digitais, entre livros, jornais, publicações periódicas, manuscritos, fotos, filmes, pinturas e registos sonoros, seleccionados nas colecções digitalizadas e disponíveis nos museus, bibliotecas, arquivos e colecções audiovisuais de toda a Europa.
Biblioteca Nacional adquiriu cartas inéditas de Ramalho Ortigão
sexta-feira, abril 06, 2007
A Biblioteca Nacional anunciou hoje que adquiriu, num leilão realizado terça e quarta-feira, um conjunto de cartas escritas por Ramalho Ortigão entre 1910 e 1915.
Esta série de 44 cartas e cartões inéditos foi arrematado no leilão do Palácio do Correio Velho por 7.200 euros, indicou a leiloeira. Em comunicado, a Biblioteca Nacional assinala que se trata de «um importante conjunto documental relativo a um dos homens de letras mais relevantes do universo contemporâneo da geração de 70».
Nas cartas, escritas nos últimos anos de Ramalho Ortigão, que morreu em 1915, o escritor manifesta o seu posicionamento contrário à instauração da República e faz um retrato da vida política, social e cultural portuguesa da época. A correspondência é dirigida ao diplomata Henrique Resende Dias de Oliveira, amigo do escritor e exilado em França e na Suíça após a queda da monarquia.
«O presente núcleo junta-se a outros conjuntos documentais que, como os manuscritos diversos de Eça de Queirós recentemente incorporados, vêm completar os espólios literários à guarda do Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea da Biblioteca Nacional», refere o comunicado.
Ramalho Ortigão, amigo de Eça (falecido em 1900), manifesta numa das cartas a sua indignação pelo corte da pensão feito à viúva deste pelo governo da República. Noutra carta, relata os incómodos sofridos com a nova «força política». Esta, «representada por oito cidadãos de revólver à cintura, à ordem do Exº governador civil, invadiu a minha casa, rebuscou gavetas e armários, remexeu camisas, gravatas, luvas e papéis, e fez-me o favor de terminar constatando que eu não tinha padres escondidos nem munições de guerra depositadas nas minhas estantes».
As obras de ampliação na Biblioteca Nacional iniciam-se no próximo Setembro ou Outubro.
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
“As obras de ampliação naBiblioteca Nacional da torre de depósitos, numa primeira fase, e também de substituição de um conjunto de sistemas como o eléctrico e de refrigeração e a renovação da actual cobertura, começam em Setembro ou Outubro”, precisou o director da instituição, Jorge Couto. Esta ampliação estava já prevista por Porfírio Pardal Monteiro, autor do projecto em 1958, e inclui uma nova sala de leitura destinada à consulta de espécies especiais, como manuscritos, mapas, iconografia e partituras.
O responsável qualificou de “corajosa” a decisão da ministra da Cultura de afectar 13 milhões de euros do PIDAC para uma obra “que não é mediática”. Essa obra, todavia - frisou - , é essencial, pois a Biblioteca Nacional (BN) está prestes a esgotar a sua capacidade de armazenamento e esta “decisão devia ter sido tomada há 30 anos”.
Dentro de três anos, a Biblioteca esgotava a sua capacidade de armazenamento”, disse. Jorge Couto apresentou três razões para ampliar a torre de depósitos: a capacidade de armazenamento está a esgotar-se, convém integrar num mesmo espaço as diferentes colecções da BN, e é necessária uma casa forte. “O crescimento editorial das últimas décadas não tem paralelo na história, o que esgotaria dentro de três anos a capacidade de armazenamento”, assinalou Jorge Couto. Por outro lado, desde o início da BN que as colecções de periódicos nunca foram integradas na torre de depósitos, não beneficiando assim das condições adequadas de conservação. Actualmente, estas colecções encontram-se em depósito num piso do subsolo, no outro conjunto de edifícios onde funcionam os serviços administrativos e de leitura.
A nova torre de depósitos, já projectada em 1958, quando foi assinado o contrato entre o Estado e o arquitecto Porfírio Pardal Monteiro, autor do projecto, deverá ainda albergar, além dos periódicos, a cartografia, iconografia e partituras e terá mais um piso técnico, ao nível da subcave, onde funcionarão os aparelhos de refrigeração, actualmente no exterior.
A nova torre, que será construída na continuação da existente em direcção ao lado Sul, com 30 metros de comprimento e 15 de largura, está “concebida para a preservação dos espécimes, tendo sistemas próprios, eléctrico, de refrigeração, controlo de temperatura, segurança, alarme de intrusos e a existência de uma casa forte que albergará os tesouros da biblioteca”.
Esta torre foi projectada pelo atelier Pardal Monteiro, cumprindo assim a cláusula do contrato de 1958, segundo a qual quaisquer alterações ou ampliações no edifício só podem ser realizadas por aquele atelier. O projecto da torre e de uma nova sala de leitura, que se integram na mesma linguagem arquitectónica, tem a assinatura dos arquitectos António e João Pardal Monteiro.
A BN é constituída por dois conjuntos distintos de edifícios num mesmo espaço ajardinado: um, constituído pela torre de depósitos que acolhe livros e espólios variados, e outro pelos edifícios que acolhem os serviços de apoio, nomeadamente técnicos, de restauro, administrativos, bem como de leitura.
As obras, cujo concurso de execução será lançado internacionalmente, em breve, implicam ainda a substituição integral da actual cobertura de torre de depósitos, que se mostra “inadequada para as actuais condições ambientais”. As obras incluem também “a substituição integral dos sistemas de refrigeração e eléctricos, e a implementação de sistemas de segurança e vigilância”.
Esta primeira fase “deverá ficar concluída em 2009", adiantou Jorge Couto. Segue-se a fase de reavaliação da restante componente do edifício, mas em 2009 “o essencial do património - previu - estará definitivamente consolidado com as melhores condições de segurança e conservação da actualidade”. “O património bibliográfico, cartográfico, iconográfico e musicológico ficará com as melhores condições de segurança desde a humidade à temperatura às câmaras de vigilância no interior e exterior e uma casa forte que abrigará os tesouros da produção bibliográfica nacional”, realçou."
Este Seminário destina-se a fazer um ponto de situação relativamente à cooperação no âmbito do EIB entre bibliotecas portuguesas, mas também falar do acesso livre ao conhecimento, da experiência da APDIS, da estratégia de partilha de recursos no Canadá e na África do Sul, e das boas práticas da IFLA relativas ao sector.
Este Seminário é organizado por ocasião da reunião intercalar de trabalho do Comité Permanente da "Document Delivery and Resource Sharing Section" da IFLA, e conta com três comunicações por parte dos seus membros, como se pode ver no respectivo programa.
Temas:
a cooperação entre bibliotecas portuguesas no âmbito do EIB
o acesso livre ao conhecimento
a partilha de recursos no Canadá e na África do Sul
Biblioteca Nacional prossegue desinfestação dos documentos do seu departamento de iconografia
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Como já tínhamos divulgado neste blogue em 28 de Dezembropassado a Biblioteca Nacional (BN) prossegue com uma desinfestação do seu departamento de iconografia, devido a uma praga de insectos. Como tal este departamento continuará encerradoaté fins de Abril paraserão desinfestados dezenas de milhares de documentos, alguns com vários séculos de existência.
"Segundo a bibliotecária Luísa Cabral, da BN, o insecto detectado em Outubro passado é um antrenídeo também conhecido como «escaravelho de alcatifa», que procura alimentar-se da celulose nos livros.
«Dezenas de milhares» de documentos do depósito de iconografia, em que são guardadas gravuras e desenhos, foram retirados e isolados para serem desinfectados através um método que não emprega quaisquer produtos químicos, a anoxia ou asfixia.
Luísa Cabral explicou que os documentos são colocados em caixotes, que são posteriormente empilhados, prestando atenção à sua fragilidade, que obriga a regras no acondicionamento dentro dos caixotes. Cada volume de caixotes é depois embrulhado em plástico, numa «bolha gigante» hermética. O ar dentro das bolhas é depois retirado e substituído com uma mistura composta essencialmente por dióxido de carbono (a 95 por cento). Três semanas depois, todos os insectos, larvas e ovos estarão mortos por asfixia.
Os insectos foram detectados no âmbito das acções regulares de controlo de pragas realizados pela BN, através da colocação de armadilhas. Embora seja habitual encontrar parasitas, a BN concluiu que estava perante uma infecção que poderia pôr em risco os materiais iconográficos e começou em Dezembro a desinfestação, depois de esvaziar o depósito, que foi também limpo."
A BN espera que o trabalho esteja concluído «bem no fim de Abril» para depois reabrir em Maio o depósito de iconografia, interdito à leitura desde que começou a desinfestação, tal como o depósito dos reservados.
Caso dos trinta e cinco desenhos de Cruzeiro Seixas roubados em 2005 da Biblioteca Nacional foi arquivado
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
"Trinta e cinco desenhos do surrealista Cruzeiro Seixas roubados em 2005 da Biblioteca Nacional poderão nunca mais aparecer. O caso foi arquivado pela Polícia Judiciária, que o deu como inconclusivo.
Não se sabe a data do roubo, como aconteceu, nem o prejuízo. Só depois de um pedido para a consulta de ilustrações do pintor surrealista português, a Biblioteca Nacional se apercebeu que 35 das 500 obras doadas por Cruzeiro Seixas tinham desaparecido. De acordo com o Diário de Notícias, a investigação prolongou-se por um ano mas o caso foi arquivado. A PJ deu a investigação como inconclusiva.
As obras desaparecidas deverão valer entre 175 mil e 200 mil euros. Os desenhos roubados eram os mais pequenos e menos valiosos doados pelo pintor, hoje com 86 anos. Durante a investigação, foram ouvidos 30 funcionários da Biblioteca Nacional.
Desde 1948 que não acontecia algo de semelhante. Para evitar o desaparecimento de mais obras de arte, passou a ser proibido o acesso individual às colecções e acabou também o código de acesso geral para os funcionários. As obras de Cruzeiro Seixas atingem valores cada vez mais altos nos leilões de pintura moderna e contemporânea."
A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, anunciou ontem [8 de Fevereiro], na sessão parlamentar sectorial de perguntas ao Governo, que a Biblioteca Nacional, em Lisboa, vai ser ampliada com a construção de uma torre quealbergará a caixa forte. A obra irá custar 13 milhões de euros.
Instituição bancária nacional doa à Biblioteca Nacional valiosos manuscritos de Eça de Queiroz recém-encontrados
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
"Foram descobertos na caixa-forte da sede do "Millennium BCP" manuscritos redigidos pelo próprio Eça de Queiroz. Há 30 anos que se sabia que existiam, mas perdeu-se-lhes o rasto. Afinal encontravam-se bem guardados no coração da Baixa lisboeta, na casa-mãe daquela instituição bancária.
São originais de três obras: "A Ilustre Casa de Ramires", "A Cidade e as Serras" e "Novos Factores da Política Portuguesa". Estes documentos tinham sido referidos na década de 70 pelo investigador galego Ernesto Guerra da Cal, na sua obra "Bibliografia Queirociana".
Segundo este autor os originais pertenciam a Maria Angélica de Magalhães Vaz Pinto, que em 1973 os terá vendido ao Banco Pinto de Magalhães. Com as nacionalizações que se seguiram ao 25 de Abril de 1974, os documentos foram transferidos para a União de Bancos Portugueses e, em 1996, num quadro de privatizações, no Banco Mello, que em 2000 viria a ser incorporado no BCP.
Agora a instituição vai disponibilizar os documentos através do seu portal na Internet e doá-los à Biblioteca Nacional que, entretanto, confirmou a sua autenticidade "
Projecto Gutenberg agora também em português (a 1ª versão depois do Inglês)
terça-feira, janeiro 02, 2007
O "Projecto Gutenberg" (PG) passa a estar disponível em versão portuguesa. Trata-se da primeira versão linguística para além do inglês. O PG é o mais antigo site de livros electrónicos grátis, que para já disponibiliza um total de 70 obras em língua portuguesa.
Em 2007, e na área da lusofonia, a mais antiga biblioteca electrónica do mundo espera produzir mais 40 obras, aumentar o número de livros de autores brasileiros e africanos. Dentro de uma década, o objectivo é ainda transformar o português na terceira língua europeia com mais obras. Produzidas por voluntários, as obras do PG são gratuitamente disponibilizadas desde 1971, quando o norte-americano Michael Hart inventou o livro electrónico.
A massificação da Internet na década de 90 fez subir exponencialmente o mercado. Demoraria ainda 30 anos até que chegasse o primeiro livro electrónico gratuito em português, que chegou em 2001. Cinco anos depois, 2006 produziria 34 obras, fazendo subir o total para os actuais 70, sendo a maior fonte de digitalizações de páginas em papel a Biblioteca Nacional Digital de Portugal".
Associação dos Amigos da Biblioteca Nacional adquire espólio epistolar do dramaturgo Francisco Rangel de Lima
terça-feira, dezembro 19, 2006
"A Associação dos Amigos da Biblioteca Nacionaladquiriu em leilão mais de 200 cartas e cartões, com assinaturas de várias personalidades culturais e políticas do século XIX, pertencentes ao jornalista e dramaturgo Francisco Rangel de Lima, falecido em 1909.
Por 2.200 euros, a Associação dos Amigos da BNadquiriu dois álbuns de correspondência pertencentes a Rangel de Lima, num leilão realizado nos dias 11 e 12 no Palácio do Correio Velho, em Lisboa.De acordo com a leiloeira, um dos álbuns apresenta 203 cartas endereçadas a Francisco Rangel de Lima por personalidades como Wenceslau de Moraes, Camilo Castelo-Branco, Rafael Bordalo Pinheiro, Fialho de Almeida, Veloso Salgado, Bernardino Machado e Teófilo Braga.
O segundo álbum integra cartões e fragmentos de papel com assinaturas de, entre outros, Pina Manique, Sá da Bandeira, Mouzinho de Albuquerque, D. João VI, rainha D. Maria I, Duque de Saldanha e Rodrigues Sampaio.
Francisco Rangel de Lima (1839-1909) foi um dos fundadores da Sociedade de Belas Artes, tendo colaborado à época com várias publicações, entre as quais Letras e Artes, Comércio de Lisboa, Século e Diário de Notícias.Rangel de Lima ficou também conhecido por ter traduzido e encenadas várias peças de teatro."
Primeira iniciativa Pública dos Amigos da Biblioteca Nacional de Portugal : jantar de angariação de fundos para a BN
sábado, novembro 25, 2006
"A Associação dos Amigos da Biblioteca Nacional de Portugal organizou no dia 23 um jantar de angariação de fundos a fim de enriquecer as colecções da BNP e contribuir para o restauro e divulgação do seu acervo. A adesão à primeira iniciativa pública ficou aquém das expectativas.
Foram cerca de 20 as pessoas que responderam ao repto da Associação dos Amigos da Biblioteca Nacional de Portugal (AABNP) e estiveram presentes, quinta-feira à noite, num jantar de recolha de fundos no restaurante Kool, na Casa da Música, no Porto.
As expectativas da associação eram grandes em termos de adesão, mas à última hora muitos decidiram enviar um donativo, mas não comparecer ao jantar. Assim, entre o jantar, o leilão e os donativos, a Biblioteca Nacional de Portugal vai poder contar com mais oito mil euros para levar a cabo o enriquecimento, divulgação e restauro do seu acervo patrimonial.
A AABNP existe desde Março deste ano e este jantar foi a primeira iniciativa pública da associação. Do conselho de fundadores fazem parte nomes tão sonantes como António Lobo Antunes, Eduardo Lourenço, Francisco Pinto Balsemão, Isabel Pires de Lima, Pacheco Pereira, José Saramago, Lídia Jorge, Marcelo Rebelo de Sousa, Mário Soares ou Vasco Graça Moura.
A verdade é que poucos apareceram, contrariando assim o argumento utilizado por José Miguel Júdice,presidente da associação. “O objectivo é envolver a sociedade civil em iniciativas deste género, à semelhança daquilo que já acontece há muito no estrangeiro”, disse o advogado. Já Jorge Couto, director da BNP, realçou a necessidade de conservação do espólio da biblioteca, uma vez que, justifica, “existem muitos exemplares que, fruto do papel acidificado em que foram feitos, precisam de um tratamento constante e dispendioso”. Este tipo de iniciativas de solidariedade têm um papel muito importante para as instituições, “e as pessoas têm que deixar de pensar que cabe ao Estado a função exclusiva de financiar aquilo que é de todos”, referiu o responsável.
Uma das personalidades presentes no jantar foi o escritor Mário Cláudio que referiu que “a biblioteca nacional, e as bibliotecas em geral, não têm o protagonismo devido. As pessoas continuam a achar que as bibliotecas são locais de estudo”. Entre os donativos para o leilão contou-se uma colecção de cinco gravuras de homenagem a Almeida Garrett, de edição limitada, oferta da ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima."
"A Erudito da história política e diplomática desde jovem, durante a estada da corte portuguesa no Rio de Janeiro (de cujo período sobreviveram notícias manuscritas pessoais nos fundos da Biblioteca nacional),Manuel Francisco de Barros e Carvalhosa, 2º Visconde de Santarém (1791-1855) foi Guarda-Mor da Torre do Tombo de 1821 a 1833. De seguida exilado em Paris, entre o contingente miguelista, veio a aprofundar o estudo e compilação de materiais cartográficos que o colocaram entre os maiores especialistas do seu tempo.
Não é meramente acessório o facto de o Visconde de Santarém ter sido autor do termo "cartografia", pois a sua erudição histórica e geográfica deu origem a um conhecimento sistemático de fontes escritas e cartográficas, fossem pouco conhecidas ou até então inéditas. O trabalho que expressamente realizou "por conta do Governo" liberal de Sá da Bandeira, se é, além do mais, revelador da descolagem daquele em relação aos partidários miguelistas que permaneciam nas Cortes europeias, foi de par, na sua disciplina, com a evolução do conhecimento científico da sua época. O legado monumental de fontes e trabalhos realizados constitui um verdadeiro tesouro documental que a Biblioteca Nacional patenteia numa grande e rigorosa exposição.
Horário de visita à Exposição: Dias úteis: 10h - 19h Sábados: 10h -17h
Visitas Guiadas: Janeiro : 6, 13, 20 e 27 Fevereiro: 3,10 e 17
Espólio da pianista Lily Rose Schenrich doado à Biblioteca Nacional.
terça-feira, julho 25, 2006
O espólio da pianista Lily Rose Schenrich, constituído por 30 volumes de música impressa, foi doado à Biblioteca Nacional de Portugal, anunciou hoje esta instituição.
Lily Rose Schenrich, condessa de Morella, nascida em Paris em 1864, casada com o marquês espanhol de Ter, apresentou-se como pianista em vários teatros em Espanha, França e Inglaterra. Em 1920 assumiu a presidência da União das Mulheres de Espanha e representou este país em 1926 no Congresso da Aliança Internacional para o Sufrágio das Mulheres, realizado em Paris.
O espólio de Lily Rose Schenrich foi entregue à BNP pela sua neta, a pintora Carlotta Cabrera. A doação, refere a BNP, irá integrar os fundos do Centro de Estudos Musicológicos. Os 30 volumes encadernados entregues são edições dos finais do século XIX e início do século XX,contendo música para canto e piano, sonatas e concertos de Beethoven e Haydn, música de salão, obras breves de diversos autores, e ainda transcrições de árias de ópera para canto e piano, maioritariamente de compositores franceses.
Priberam estabelece parceria com a Biblioteca Nacional no âmbito do M-CAST.
sexta-feira, abril 21, 2006
A Priberam estabeleceu um protocolo de colaboração com a Biblioteca Nacional (BN), na sequência da participação no projecto europeu M-CAST, um sistema de agregação de conteúdos multilingue baseado no motor de pesquisa TRUST que visa a aplicação de tecnologias de pesquisa avançada às bibliotecas digitais.
Numa primeira fase, a empresa será responsável pela importação para base de dados da versão portuguesa da Classificação Decimal Universal (CDU), ficando igualmente encarregue de desenvolver os mecanismos de navegação e pesquisa a utilizar no projecto CDU online. Futuramente, a Biblioteca Nacional poderá vir a utilizar algumas das tecnologias que estão a ser desenvolvidas no âmbito do projecto M-CAST e em que a CDU será integrada, explica por sua vez a Priberam.
'A criação de um serviço em linha que permite a pesquisa estruturada da CDU representa um importante passo no sentido tornar mais eficaz a utilização desta linguagem de classificação para os profissionais das bibliotecas portuguesas', afirma Paulo Leitão, Director dos Serviços de Inovação e Desenvolvimento da Biblioteca Nacional de Portugal, num comunicado enviado à imprensa.
No âmbito da PORBASE (Base Nacional de Dados Bibliográficos), a BN edita de há alguns anos para cá uma versão resumida da CDU, uma tabela que tem vindo a ser utilizada pelas bibliotecas portuguesas numa edição recente onde há um maior desenvolvimento dos assuntos representados 'para ir ao encontro das novas necessidades das bibliotecas', explica-se no mesmo comunicado.
A Priberam é uma das sete empresas europeias que, desde Janeiro de 2005, participam no projecto M-CAST que tem por objectivo desenvolver uma infra-estrutura que permita aos criadores de conteúdos integrar, pesquisar e aceder a recursos de grandes colecções multilingues de texto (e multimédia), como sejam as das bibliotecas digitais, editoras, agências de informação e bases de dados científicas. A empresa está neste momento a melhorar o módulo de língua para o português desenvolvido no âmbito do projecto TRUST, adaptando-o à arquitectura do novo sistema. "